Há alguns anos, por volta de 2012, vivi uma das principais descobertas da minha vida: a arte. De forma instintiva, comecei a desenvolver minha própria linguagem artística, permitindo que ela se transformasse e amadurecesse ao longo do tempo.
Senti uma necessidade profunda de atender ao chamado da arte. Acredito que, quando uma vocação escolhe você, surge também a escolha: seguir por um caminho mais seguro ou se arriscar para viver esse chamado. Eu optei por expressar a minha verdade através da arte. Ao longo dos anos, fui lapidando minha linguagem e hoje desenvolvo uma expressão livre, fluida e orgânica. Exploro técnicas de ilustração que buscam traduzir as complexidades e sutilezas humanas por meio de simbologias naturais — folhagens, linhas e formas — sempre conectadas à minha paixão por explorar os olhares dentro da arte.
Os olhares, para mim, representam não só uma temática recorrente, mas também minha habilidade de observar com atenção os detalhes do mundo. Acredito que tudo é arte, basta estarmos abertos o suficiente para perceber. A natureza, o espaço sideral e as pessoas que cruzam meu caminho são grandes fontes de inspiração. Tudo que parece separado, na verdade, se conecta — e é dessa interconexão entre o que se vê e o que se sente que nasce o meu trabalho.
Com o tempo, desenvolvi um repertório próprio de formas e elementos que traduzem essas sensações em uma expressão artística única. Essa fluidez é a essência da minha obra, motivo pelo qual dificilmente repito o mesmo desenho. Minhas criações transitam entre diferentes técnicas, como marcadores, tinta acrílica, nanquim, intervenções fotográficas e artes digitais.